O Ministério da Saúde lançou o primeiro edital de 2025 para expandir o Programa Mais Médicos, com a contratação de 2.279 profissionais em todo o Brasil. Deste total, 373 serão alocados no estado de São Paulo, enquanto Santa Catarina receberá 84. Os gestores de 4.771 municípios poderão aderir ao edital, reforçando o atendimento na atenção primária. Com a nova seleção, o programa passará a contar com mais de 28 mil profissionais distribuídos pelo país.
Os médicos do programa atuam junto às equipes de Saúde da Família, promovendo acompanhamento próximo da população e encaminhando pacientes para especialidades quando necessário. Para tornar esse processo mais eficiente, o prontuário eletrônico e-SUS APS será utilizado como ferramenta de integração entre os diferentes níveis de atenção. Com esse sistema, os profissionais conseguem acessar informações detalhadas sobre consultas, exames e retornos, garantindo um acompanhamento mais ágil e completo.
Na última segunda-feira (17), o Ministério da Saúde também acolheu 402 médicos formados no exterior, que iniciarão suas atividades em abril em 22 estados brasileiros. Estes profissionais serão distribuídos em aproximadamente 180 municípios e 15 Distritos Sanitários de Saúde Indígena. A maioria dos participantes nasceu no Brasil, com 397 brasileiros e cinco estrangeiros. O grupo conta com 52,7% de mulheres e 57 médicos direcionados para a saúde indígena. No estado de São Paulo, 68 profissionais atuarão em 37 cidades.
As prefeituras interessadas têm até 24 de março para aderir ao programa por meio do sistema e-Gestor. O resultado final do edital está previsto para ser divulgado em 8 de abril.
A nova seleção também prevê vagas afirmativas para profissionais negros, quilombolas, indígenas e pessoas com deficiência, reforçando a promoção da equidade étnico-racial no setor da saúde.
Atualmente, cerca de 26 mil profissionais do Mais Médicos estão em atividade em 4.500 cidades, cobrindo 81% do território nacional e beneficiando mais de 66 milhões de pessoas. O programa também alcançou um marco histórico em 2025, com 591 médicos atuando nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Com foco na atenção primária, a iniciativa incentiva a formação de especialistas em Medicina de Família e Comunidade, garantindo atendimento mais humanizado e acessível à população.