Pelo terceiro ano consecutivo, o Einstein participará do South by Southwest (SXSW), um dos principais festivais globais de inovação e tecnologia. Nesta edição, a instituição promoverá um painel inédito sobre a interseção entre inteligência artificial, saúde e tecnologia na Amazônia, destacando como soluções inovadoras podem mitigar os impactos das mudanças climáticas na saúde da população local e de outras regiões do mundo. O debate acontecerá em 10 de março, das 11h30 às 12h30 (14h30 às 15h30 no horário de Brasília), em Austin, nos Estados Unidos.
O painel será mediado pelo presidente do Einstein, Sidney Klajner, e contará com a participação de Marcia Castro, professora de Demografia e diretora do Departamento de Saúde Global e População da Universidade de Harvard, e César Buenadicha, chefe da Divisão de Aceleração e Construção de Ecossistemas do IDB Lab.
“A Amazônia abriga cerca de 28 milhões de pessoas, incluindo comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas, que estão entre as mais vulneráveis aos efeitos da crise climática”, afirma Sidney Klajner. “O painel apresentará iniciativas desenvolvidas pelo Einstein em parceria com o Ministério da Saúde e organizações como o BID e a Fundação Gates, que podem contribuir para o planejamento de políticas públicas, facilitar o diagnóstico de doenças tropicais e ampliar o acesso a médicos especialistas, cuja presença na região é limitada. Nosso objetivo é inspirar outros países a desenvolver soluções inovadoras para desafios semelhantes”, acrescenta.
Entre as iniciativas que serão discutidas, destaca-se o projeto VIGIAMBSI, desenvolvido pelo Einstein em colaboração com o Ministério da Saúde por meio do Proadi-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde). O projeto tem como objetivo integrar dados sobre saneamento, qualidade da água e saúde da população em 10 Distritos Sanitários Especiais Indígenas.
A iniciativa atua em duas frentes principais: a criação de uma plataforma de dados, que envolve a revisão de protocolos de qualidade da água, a integração de informações e a capacitação de profissionais para coleta e análise de dados; e a realização de análises moleculares, incluindo o monitoramento ambiental de águas e solos e a avaliação das condições de saúde das comunidades indígenas. Essas ações fornecerão subsídios para o desenvolvimento de políticas de saúde e vigilância ambiental.
Durante o painel, Marcia Castro abordará o uso de dados no controle de doenças endêmicas no Brasil, como a malária, além de iniciativas como a plataforma MapBiomas e estudos sobre mutações da Covid-19. Ela também discutirá temas como vigilância epidemiológica, telemedicina e o uso de drones para a entrega de medicamentos na Amazônia, além de um sistema de alerta contra o garimpo ilegal.
Já César Buenadicha analisará os desafios da saúde na Amazônia, destacando como as mudanças climáticas ampliam desigualdades e apresentando soluções tecnológicas, como dispositivos conectados a smartphones para exames oftalmológicos acessíveis