Ao todo, desde janeiro de 2024, 8 pacientes no Hospital Moinhos de Vento passaram pelo procedimento, seguido de 4 no Instituto de Cardiologia e 1 no Hospital Divina, todos em Porto Alegre. Uma em cada 5 pessoas nasce com a Síndrome de Marfan no mundo e o risco de morte é de 97% em caso de complicações. Considerando a proporção de outras doenças da aorta, a estimativa é que haja em torno de 100.000 pessoas potencialmente candidatas ao procedimento PEARS no Brasil. Sendo 40 mil acometidas pela Síndrome de Marfan.
O Aneurisma de Aorta Ascendente, normalmente comum em pacientes identificados com a Síndrome de Marfan, é uma condição genética que, entre outras características, apresenta o alargamento do calibre da Aorta Ascendente. Esse alargamento pode evoluir, causando o rompimento da veia e morte imediata, se não corrigido a tempo.
O Procedimento de Suporte Aórtico Externo Personalizado (PEARS) aconteceu em caráter experimental no Moinhos no ano passado e consiste em colocar um enxerto de malha cirúrgica na base da aorta dilatada, deixando-a no tamanho adequado, reduzindo o risco de rejeição após e proporcionando recuperação rápida e mais qualidade de vida no pós-cirúrgico.
O Hospital Moinhos de Vento já tem projeto proposto ao PROADI-SUS para implementação do método PEARS na rede pública. A empresa fabricante do enxerto de malha cirúrgica que envolve o coração está com processo em registro na ANVISA. A expectativa é de que seja aprovado.