Conforme a médica dermatologista, integrante do Corpo Clínico do HSVP e preceptora da Residência em Dermatologia, Dra. Juliana Mazzoleni Stramari, a ação teve como objetivo agilizar a fila de espera para cirurgias de câncer de pele de pacientes que consultaram no Ambulatório com suspeita da doença e que foram encaminhados para realizar a retirada das lesões. Todo material coletado será enviado para biópsia.
A ação envolveu médicos preceptores, residentes, enfermeiros, técnicos de enfermagem e secretárias da Instituição. “O mutirão é uma das nossas ações do Dezembro Laranja, um movimento que visa falar sobre a importância do diagnóstico precoce e tratamento correto das lesões suspeitas de câncer de pele para aumentar a taxa de cura. Sabemos da importância de realizar a retirada das lesões suspeitas o quanto antes”, frisa Dra. Juliana.
O câncer de pele
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele corresponde a cerca de 30% de todos os tumores no país. Entre os tipos existentes, o carcinoma basocelular é o mais comum, com cerca de 70% dos casos, sendo o de menor mortalidade. O carcinoma espinocelular é o segundo mais comum, com cerca de 25% dos casos. Já o melanoma é o menos comum, sendo responsável por cerca de 5% dos casos de tumores cutâneos, porém é considerado o tipo mais grave, já que pode provocar metástases, ou seja, se espalhar para outros órgãos.
Dra. Juliana explica que a doença pode surgir em qualquer lugar do corpo, em forma de pintas, manchas ou feridas. “Os sinais são muito mais comuns em áreas expostas ao sol, como rosto, orelhas, braços e ombros, mas também podem surgir em áreas escondidas, como mucosas, olho, couro cabeludo e região genital”, reforça a especialista.
Prestar atenção ao tipo e formato das feridas que surgirem é fundamental para detectar o câncer de pele de forma precoce. “Feridas que não cicatrizam, lesões avermelhadas com crostas que sangram facilmente, e pintas que tenham mais de uma cor, formato irregular e que aumentam de tamanho são sinais que não devem ser ignorados”, complementa a especialista.
A principal recomendação para prevenção é a utilização diária de protetor solar e evitar, se possível, períodos longos de exposição ao sol. “São cuidados diários que devem ser adotados para prevenir o câncer, como o uso de protetor solar, aplicando pelo menos três vezes ao dia, além de realizar consultas de rotina com o seu médico”, conclui a médica.